O que é, o que é? Fala o tempo inteiro, tenta ser engraçado a qualquer custo, chama atenção sempre que possível e até quando não é, fala o que vem à cabeça mesmo sem contexto, peca pelo excesso, constrói uma imagem infantil, perde credibilidade, vira o “tiktoker” da empresa, força presença e acredita que aparecer é sinônimo de se posicionar.
Quem é você? Um chato. Um aparecido.
A internet normalizou o barulho. Viralizar virou meta. Falar muito parece virtude. Só que existe um erro grave quando essa lógica entra no ambiente profissional. Empresa não é palco. Reunião não é show. Credibilidade não nasce do excesso, nasce do critério.
Lembro de alguém com quem trabalhei anos atrás. Vou chamá-lo de Zezinho. Zezinho sabia tudo. Churrasco? Especialista. Programação? Gênio. Física quântica? Ele praticamente inventou. Trabalho voluntário? Continuação da Madre Teresa. Política? Estrategista máximo. Futebol? Ronaldo Fenômeno engraxava a chuteira dele.
O problema não era saber. Era querer provar o tempo inteiro. Chegou um ponto em que ninguém mais fazia esforço para esconder o quanto Zezinho era inconveniente. Resultado? Não entrava em grupo nenhum, afastava pessoas, perdeu espaço e, pouco tempo depois, foi desligado.
Algumas pessoas são naturalmente expansivas. Gostam de falar, se relacionar, trocar. Isso é combustível. Não precisa mudar quem você é. Precisa aprender a se posicionar de forma estratégica, não de forma aparecida.
Aqui vão alguns pontos de reflexão.
1. Observe o ambiente Antes de abrir a boca, leia o cenário. Qual é o clima da reunião? Tenso, leve, decisório, exploratório? Quem estará presente? Liderança, pares, clientes? Qual é o objetivo real daquele encontro? Resolver um problema, alinhar expectativas, tomar decisão? Comunicação inteligente começa antes da fala. Quem não observa o ambiente fala fora de hora, fora de tom e fora de contexto.
2. Seja comunicativo, não insuportável Ser comunicativo é contribuir. É acrescentar. É ajudar o grupo a avançar. Ser insuportável é disputar atenção, interromper, falar por falar e usar a comunicação como palco pessoal. Comunicação não é sobre você aparecer, é sobre a mensagem funcionar.
3. Educação em primeiro lugar Respeitar a vez do outro, ouvir até o fim, não desqualificar opiniões, não transformar toda fala em competição intelectual. Educação não é formalidade, é inteligência social. Pessoas educadas constroem pontes. Pessoas mal-educadas constroem rejeição.
4. Fale com propósito Antes de falar, pergunte mentalmente: isso ajuda no objetivo da conversa? Se a resposta for não, o silêncio é mais inteligente. Falar menos, com mais intenção, aumenta autoridade. Quem fala tudo o tempo inteiro não é percebido como interessante, é percebido como previsível.
5. Menos ego, mais estratégia A necessidade constante de aparecer costuma ser carência disfarçada de extroversão. No ambiente profissional, quem cresce é quem entende o jogo, não quem grita mais alto. Estratégia vence exibicionismo sempre.
6. Comunicação é construção de imagem Toda vez que você fala, reforça ou enfraquece sua imagem. Comunicação mal pensada cria uma reputação difícil de reverter. Comunicação bem estruturada abre portas, gera respeito e posiciona você como alguém agradável e profissional.
Comunicação não é receita de bolo, fato. Mas boas práticas sempre ajudam. Assim como a comunicação errada pode fechar caminhos, a comunicação consciente, estratégica e ajustada ao contexto pode acelerar sua carreira de forma impressionante.
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